Blog ligado a ciência da informação criado pelos graduandos Kátia Aquiar, Gilson Pinheiro, Ayrton Afonso, Mírian Castro, Jomar Santana, Dartony Teixeira
terça-feira, 30 de setembro de 2014
Documentação e Informação: padrões que não favorecem o consumo consciente
A aceitação do papel reciclado tem aumentado bastante, inclusive no mundo corporativo. Os conceitos de consumo sustentável e preservação do planeta têm norteado as práticas de muitas empresas e pessoas. Porém a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) ainda não atentou para essas questões. Segundo a NBR 14724:2005 Regras Gerais de Apresentação:
“Os textos devem ser apresentados em papel BRANCO, formato A4 (21cm X 29,7 cm) digitados ou datilografados no anverso das folhas (…)”
O que me incomoda, como se não bastasse a impressão em apenas um dos lados da folha, é o uso de papel branco não-reciclado incentivado por uma organização de grande importância na sociedade. A ABNT visa a melhoria de processos, barateamento de custos de produção, segurança e o compromisso com a qualidade.
Cada aluno de graduação produz dezenas de materiais para as disciplinas de cursa e com isso mais papel branco sendo utilizado. Quando chega a época de TCC vem-se as diversas revisões de projeto de pesquisa (cada revisão um novo documento), depois as parciais do TCC, e após a aprovação as três cópias do trabalho final que deverão ser entreguem na faculdade (juntamente com uma cópia em CD). Ou seja, mais consumo de papel, consumo de papel e igual a aumento da demanda por produção.
O uso do papel reciclado poupa as árvores do nosso planeta, e como Bibliotecário Documentalista, Arquiteto de Informação e Designer de Interação me sinto no compromisso ético-profissional de incentivar as pessoas a utilizarem amplamente o papel reciclado nas nossas atividades diárias.
Parece um contra-senso mas com a web passamos a imprimir muito mais conteúdo, mesmo com o amplo desenvolvimento de plataformas de eBooks e Readers ainda estamos muito ligados ao suporte e papel.
Em 4 anos de UFBA apenas um professor de uma única disciplina permitiu que o trabalho fosse entregue em papel reciclado, essa foi uma ação que me motivou a defender esse uso, eu recebo extratos do meu banco em papel reciclado, os documentos produzidos na agência em que trabalho são apresentados em papel reciclado e por que a resistência com apresentação trabalhos acadêmicos?
GESTÃO, POLÍTICAS E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO – A INTERRELAÇÃO NECESSÁRIA. A informação pode ser compreendida como elemento promotor de mudanças, tanto em nível individual como em nível social. Assim caracterizada, a informação adquire importância fundamental nos mais diversos campos de conhecimento e setores de atuação. Entretanto, uma indagação se faz necessária: Como tornar mais eficiente e eficaz a interação entre os sujeitos cognitivos (indivíduos/indivíduos e indivíduos/organizações) e a informação e, desta forma, auxiliar na resolução de problemas que se originam nos diversos setores econômicos e sociais? Em busca de respostas competentes para esta indagação, organizamos o ENCONTRO NACIONAL DE GESTÃO, POLÍTICAS E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO – ENGI 2014. Consideramos que a interação entre sujeitos cognitivos e a informação nos coloca em contato com temas relativos à GESTÃO DA INFORMAÇÃO (enquanto administração eficaz de todos os recursos de informação relevantes para as organizações, tanto em termos dos recursos informacionais gerados internamente como os recursos informacionais externos); às POLÍTICAS DE INFORMAÇÃO (ações desenvolvidas sob a orientação de planejamento estratégico, no sentido de garantir a provisão e o acesso eficientes à informação) e as TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO (ferramentas fundamentais para o desenvolvimento dos vários processos de Gestão da Informação). No ambiente interdisciplinar do ENCONTRO NACIONAL DE GESTÃO, POLÍTICAS E TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO – ENGI 2014 se organizam diferentes atividades (conferência, palestras e mesas redondas) e se reúnem diversos perfis de profissionais de informação, além de empresas de diferentes setores. Neste ambiente, as diferenças somam e estas somas geram qualidade, de pensamento e de ação, em prol da Informação e do Conhecimento para todos.
BEM-VINDOS (AS) AO ENCONTRO NACIONAL DE GESTÃO, POLÍTICAS E TENCOLOGIAS DE INFORMAÇÃO - ENGI 2014!!!!
A rotina diária de um pesquisador costuma incluir a verificação de emails e alertas da internet para acompanhar e escolher os artigos mais recentes publicados em seu campo de pesquisa. Esse fluxo de conteúdo foi por um tempo controlável, mas a medida que a publicação cresceu exponencialmente, deixar de monitorar estas ferramentas por um dia sequer faz com que todo o trabalho de acompanhamento das novidades científicas se torne um fardo. Cerca de seis mil artigos científicos são publicados a cada dia, e embora ninguém queira ser sobrecarregado com recomendações de leitura, deixar escapar os artigos importantes da área pode ser determinante para o avanço de uma pesquisa.
Então os pesquisadores se perguntam: o que fazer para não ser soterrado por uma avalanche de informações, e qual é a melhor maneira de se manter atualizado sobre as novidades da área?
Se aceitam minha sugestão, a dica número 1 é utilizar os . Uma vez logado com sua conta google, basta clicar sobre o ícone na barra superior para criar um alerta. Você designa uma palavra-chave ou conjunto de palavras, indica um email que receberá as notificações e pronto. Apenas tenha cuidado na formulação da palavra-chave: não seja muito genérico ou específico demais e procure reconhecer os termos e jargões utilizados pela área, mesmo que esteja lidando com um tópico relativamente novo. Decida também se você prefere buscar por palavras em inglês, a língua global da ciência, ou somente em português, caso restrinja sua revisão bibliográfica à artigos publicados em língua portuguesa. Em geral, o Google faz o rastreio por essas palavras-chave no título e resumo dos artigos, que são continuamente indexados em sua base. Os alertas podem ser criados ou desativados a qualquer momento.
[aqui a criação de um alerta para o tópico "vírus ebola"]
Outra função do google acadêmico é a possibilidade de acompanhar as publicações de um pesquisador, ou até mesmo todos os trabalhos secundários que citam esse autor em questão. Pra isso, você precisa pesquisador pelo nome do autor no campo de busca e verificar se ele já possui um perfil no google acadêmico.
[primeiro procure pelo autor. coloquei aqui um pesquisador aleatório, mark hunt. se encontrar o perfil no google scholar, basta clicar sobre seu nome]
A necessidade de existência de um perfil do Google Scholar, que é auto declarado pelo autor, é uma deficiência no GS. O Artur Avila, por exemplo, não possui um perfil, então eu não tenho como criar um alerta específico para os trabalhos em que ele entra como primeiro autor. Ruim também para autores que não tenham um volume de publicação de grande repercussão, mas que eventualmente publicaram trabalhos de grande relevância para a sua área.
[depois de entrar no perfil do autor, clique em "seguir" e escolha se prefere receber as publicações, as citações ou os dois]
A partir daí, toda vez que uma das opções escolhidas ocorrer, você recebe no email designado um link que leva ao local onde o artigo (ou citação) foi publicado.
Além do GS, vocês podem simplesmente criar alertas a partir de bases de dados multidisciplinares ou que focam em áreas específicas, como o , , , , , etc. Quase todas essas bases oferecem a possibilidade do usuário criar uma conta e estabelecer algum tipo de alerta, por email ou feed, busca por autor, assunto, citação ou acompanhar o lançamento das edições das revistas contidas na base. Nesse caso é importante que o usuário saiba de antemão a qual base se associar, para evitar pesquisar em um base de dados bibliográfica da área de saúde, quando sua pesquisa se trata exclusivamente de artes visuais, por exemplo.
Se a sua lista de periódicos a acompanhar for muito extensa, você pode utilizar agregadores de feeds de publicações, como o ou (disponível somente para instituições associadas). Alguns cientistas preferem verificar em comunidades online ou entre os usuários de serviços de gestão de referência, como o e .
Muitos pesquisadores simplesmente seguem colegas em redes sociais para descobrir o que vale a pena ler. Nessa linha de gestão pessoal da informação o Twitter é o herói. Além da varredura natural da sua timeline, percorrendo o que os pesquisadores que você segue publicam e compartilham, existe a possibilidade de usar o Twitter como um agregador de feeds. Para isso, você pode criar uma conta nova e direcionar feeds para lá, como é o modelo do , um twitter bot que rastreia e publica artigos sobre o inseto drosophyla. Existe um .
Embora o método mais fácil e simples seja criar sistemas de alerta de artigos com base em palavras-chave, essa operação representa apenas a superfície do que é tecnologicamente possível. Novos sistemas de recomendação de literatura científica prometem não só filtrar a enxurrada de artigos, mas também aprender com os interesses dos usuários para oferecer sugestões personalizadas. Veja algumas opções:
Gerenciadores de referência com mecanismos de recomendação.
Recomenda artigos com base nas bibliotecas de usuários com interesses semelhantes.
Pede ao usuário para formar o seu sistema de recomendações, aprovando ou rejeitando sugestões.
Envia alertas sobre artigos biomédicos, usando as classificações de 5000 cientistas seniores.
Twitterbots automatizados podem rastrear palavras-chave (ver para obter instruções), ou os usuários podem seguir colegas.
usuários “seguem” palavras-chave biológicas, tais como genes específicos, proteínas ou processos.
Automatiza o processo de fazer várias pesquisas no PubMed com palavras-chave e filtros, e permite que os usuários salvem os artigos relevantes.
O problema de sistemas baseados em algoritmos é que você depende da máquina aprender e adaptar corretamente as recomendações, o que requer tempo e em algumas situações pode gerar confusão, a ferramenta notificando artigos irrelevantes e perdendo os mais importantes. No final das contas, sistemas automatizados de aprendizagem e recomendação nunca vão encontrar todos os artigos que um cientista deseja, mas esse processo tende a melhorar. Técnicas para captar significado do conteúdo se tornarão mais sofisticadas e vão ter um papel importante na orientação das escolhas de leitura dos cientistas.
via
BIBLIOTECAS NAS PROPOSTAS DE GOVERNO DOS CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA NAS ELEIÇÕES DE 2014
Para conseguir as propostas de governo, acesse o site do TSE: http://www.tse.jus.br/eleicoes/eleicoes-2014/sistema-de-divulgacao-de-candidaturas
Aécio Neves
III CULTURA:
15. Fortalecimento do Sistema Nacional de Bibliotecas, com vistas a implantar novas unidades e socorrer bibliotecas regionais de referência, detentoras de acervo de valor nacional, que serão beneficiadas com apoio federal, mesmo sem ter vínculo formal com o governo central.
16. Estímulo a empresas estatais e privadas para a adoção de instituições culturais de âmbito nacional – museus ou bibliotecas, assegurando a sua sustentabilidade.
IV. EDUCAÇÃO
8. Apoio à modernização dos equipamentos escolares, incluindo a instalação de bibliotecas e laboratórios, computadores e acesso à Internet, e adequação térmica dos ambientes para o tempo de verão, garantindo a todas as escolas brasileiras condições adequadas de infraestrutura, incluindo conexão WIFI acessível a todo estudante.
Dilma Rouseff
Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo
Eduardo Jorge
Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo
Pastor Everaldo
Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo
Levy Fidelix
Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo
Zé Maria
Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo
Eymael
Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo
Luciana Genro
Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo
Marina Silva
Não tem a palavra biblioteca na proposta de governo