Documentação e Informação: padrões que não favorecem o consumo consciente
“Os textos devem ser apresentados em papel BRANCO, formato A4 (21cm X 29,7 cm) digitados ou datilografados no anverso das folhas (…)”
O que me incomoda, como se não bastasse a impressão em apenas um dos lados da folha, é o uso de papel branco não-reciclado incentivado por uma organização de grande importância na sociedade. A ABNT visa a melhoria de processos, barateamento de custos de produção, segurança e o compromisso com a qualidade.
Cada aluno de graduação produz dezenas de materiais para as disciplinas de cursa e com isso mais papel branco sendo utilizado. Quando chega a época de TCC vem-se as diversas revisões de projeto de pesquisa (cada revisão um novo documento), depois as parciais do TCC, e após a aprovação as três cópias do trabalho final que deverão ser entreguem na faculdade (juntamente com uma cópia em CD). Ou seja, mais consumo de papel, consumo de papel e igual a aumento da demanda por produção.
O uso do papel reciclado poupa as árvores do nosso planeta, e como Bibliotecário Documentalista, Arquiteto de Informação e Designer de Interação me sinto no compromisso ético-profissional de incentivar as pessoas a utilizarem amplamente o papel reciclado nas nossas atividades diárias.
Parece um contra-senso mas com a web passamos a imprimir muito mais conteúdo, mesmo com o amplo desenvolvimento de plataformas de eBooks e Readers ainda estamos muito ligados ao suporte e papel.
Em 4 anos de UFBA apenas um professor de uma única disciplina permitiu que o trabalho fosse entregue em papel reciclado, essa foi uma ação que me motivou a defender esse uso, eu recebo extratos do meu banco em papel reciclado, os documentos produzidos na agência em que trabalho são apresentados em papel reciclado e por que a resistência com apresentação trabalhos acadêmicos?
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